Aconteceu Com Minha Filha!!!


Pessoal, saudades demais! Tudo bem?
Todas nós, mães, sabemos que em algum momento da vida, seremos imitadas por nossas filhas na maneira como nos vestimos, maquiamos, cuidamos dos cabelos e até das unhas.
Certamente temos histórias engraçadas para contar sobre nossas meninas que desde a infância despertam o desejo de cuidar de sua beleza.
Tive algumas fases com minha filha que marcaram muito e quero enfatizar uma experiência em que eu precisei ter muita sabedoria para ajudá-la enfrentar.
Eu era escrava de relaxamento e ela cresceu acompanhando as minhas idas ao salão para retoques intermináveis. Logo veio o desejo de aderir à química, mas eu sempre procurava mostrar o quanto o cabelo dela era bonito e não necessitava disso!
Aí chegou a fase das progressivas! Nossa, uma febre! Chapinha pra todo lado e é claro, a onda chegou às escolas! Foi onde tudo começou!
Um belo dia, estilizei o cabelo da minha filha para ir ao colégio! Ficou lindo! Dessa vez o cabelo estava solto, as molinhas lindas e bem definidas. Coloquei uma fivelinha e ela foi toda feliz para a escola.
Vocês acreditam que ela voltou para casa muito triste? Que chorou muito ao relatar a desaprovação de suas amigas “chapadas”?
Imaginem o meu coração de mãe indignado com os comentários maldosos que ela ouviu! Fiquei simplesmente estarrecida!
Não culpo as colegas dela, porque estavam reproduzindo aquilo que aprenderam acerca do seu próprio cabelo. Uma delas, inclusive, usava o cabelo escovado (tinha o cabelo cacheado) e pediu que minha filha jamais comentasse com ninguém da escola que o cabelo dela era cacheado! Pode isso?
Voltandooo…
Por mais que eu tentasse dizer à minha menina que ela estava linda, não surtia efeito! Minhas palavras não foram suficientes para reverter tamanha tristeza.
Minha filha, na época com 12 anos começou a desejar fazer a tal progressiva e eu sempre dizia NÃO!!! Eu não ia patrocinar a destruição de um cabelo tão lindo!
Eu dizia NÃO, mas dialogava com ela sobre os efeitos dessa escova e demais produtos químicos, até que me dei conta de que ela via em mim um exemplo a ser seguido. Apesar de não usar escova progressiva, eu alisava meu cabelo com guanidina e ela começou a desejar cabelos lisos.
É claro que o preconceito que ela sofreu na escola e a vontade de se sentir aceita por suas colegas contribuiu ainda mais para que ela tomasse essa decisão. Mesmo assim, eu estava com ela todos os dias e não me aceitava! Como eu queria que ela gostasse do seu tipo de cabelo se eu não dava este exemplo para ela?
Um dia, já na fase de transição, escovei o meu cabelo para ir a um evento. Pedi que a cabelereira também escovasse o cabelinho dela! Resultado: horas depois, ela odiou aquela aparência e disse que escova não combinava com ela rs.
Felizmente o tempo passou e hoje, aos 14 anos, ela permanece com os cabelos naturais e cuida deles…ela aprendeu a amar seu crespo.
Por favor, entendam que eu não sou contra relaxantes e afins! Através do meu depoimento, quis mostrar a minha luta por uma escolha errada que minha filha poderia tomar! Mesmo que um dia ela resolva alisar o cabelo, não será porque alguém disse que o cabelo dela é feio e sim porque ela mesma quis!
Muitas palavras tem sido lançadas sobre nossas crianças: “cabelo duro, palha de aço, cabelo feio, cabelo ruim”…onde nós vamos parar?? “Ah, você precisa alisar este cabelo!” Como assim, minha gente???
Recentemente, li dois livros voltados para o público infanto-juvenil que podem ajudar muito na formação dos nossos filhos:

O primeiro é: Cabelo Ruim?


Esse livro fala sobre três meninas que estudam na mesma escola e viram grandes amigas e também aprendem a aceitar o seu tipo de cabelo, apesar das críticas dos colegas!
Esse eu li rapidinho, muito bom! rs.

E o outro: Pretinha, eu?



Esse aborda a questão racial: Uma menina negra estuda em uma escola, onde ela sofre bullying por causa de sua cor.
Através de bolsa de estudos, ela passa a estudar em um renomado colégio e sofre muita humilhação, que ela transforma em força para ser cada vez mais a melhor aluna, sempre elogiada pelos professores. Através da garra desta menina, uma colega de classe, descobre suas verdadeiras origens e de sua família!
Vale a pena ler! São histórias gostosas que nos fazem refletir bastante sobre a dura realidade que crianças negras enfrentam todos os dias…infelizmente!
E vocês? Tem investido em boa leitura para suas crianças? Antes de qualquer coisa, estamos formando cidadãos, não é mesmo?
Bom, espero que tenham gostado! Beijooooosssss! ;)

Um comentário:

  1. Com essa carinha de 20 anos e vc tem uma filha de 14? :O
    Parabéns pra tua filha, eu fui aprender a cuidar e aceitar meus cachos lá pelos 19.
    Beijo!

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Obrigada por vir! Bjs.



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