Entre o Liberado e o Proibido


Boa tarde meninas, mais uma semana iniciando, renovada e cheia de esperanças para nós!

Quero falar hoje sobre um assunto que sempre é complicado para as cacheadas que seguem a rotina No/Low Poo.

Primeiro, quero dizer para quem não conhece, que essa rotina abrange práticas como abolir o uso de sulfatos (No Poo) e uso de sulfatos mais suaves (Low Poo), bem o uso de silicones insolúveis em água e petrolatos, como parafina e óleo mineral. A rotina No Poo para quem tem cabelos secos e a Low Poo para pessoas com cabelo oleoso.

Essas filosofias visam garantir a saúde dos fios, porque como já falei anteriormente os sulfatos presentes nos xampus convencionais ao abrirem as cutículas do fio, acabam por remover nutrientes essenciais à vitalidade dele. 

Já os silicones insolúveis fixam nos fios, fazendo com que eles fiquem pesados, sem movimento, além de criar uma camada que impede que seu eles recebam os benefícios de uma hidratação, por exemplo. A longo prazo, o cabelo estará sofrendo de ressecamento a e sensibilizado por falta de nutrição.

Lorraine Massey, uma mulher genial, lançou a linha capilar Deva,  que por sinal foi o melhor acontecimento para o público cacheado em todos os tempos. Pelo menos na minha opinião rsrs.







Os produtos são totalmente livres de sulfatos, silicones e tem como ativos produtos naturais que limpam, condicionam e hidratam o fio maravilhosamente! Eu amo!




Onde quero chegar?



Mesmo quem segue a rotina (seja No Poo ou Low Poo), vez ou outra ainda fica dividida na hora de optar entre produtos proibidos e liberados.

Muitas vezes essa predileção por um ou outro produto não liberado pode causar algum desconforto (pelo menos isso acontece comigo), afinal todas sabemos os malefícios que podemos ter utilizando produtos “proibidos” (com silicones insolúveis em água, parafinas e afins), mas a verdade é que ainda mantemos algum produto desses como preferido. 

É claro que não posso generalizar, porque existem pessoas que seguem a filosofia à risca!




Um pouco da minha história



Quando tomei conhecimento da existência da rotina No Poo, me assustei duas vezes: uma porque nunca tinha ouvido falar sobre isso, outra porque todos os produtos que eu tinha no meu armário eram cheios de silicones e parafinas.
Lógico que não joguei nada fora, rs. Usei, doei, dividi tudo até acabar. E a partir das próximas compras, passei a observar o rótulo das embalagens para comprar apenas os que eram compatíveis.

Confesso que o início foi muito difícil! O cabelo sofreu com a falta dos silicones, eu achava que nunca iria conseguir. Achava meu cabelo sem brilho e sem vida. Pura impressão! Sou prova viva de que é possível ter cabelo saudável sem proibidos. É apenas uma questão de tempo e mudança de hábitos!

Outro obstáculo foi encontrar produtos que se encaixassem à nova realidade, levando em consideração que aqui no Brasil as opções são pouquíssimas se compararmos com o mercado internacional.

Sem contar que tive muita decepção com alguns produtos, que mesmo sendo liberados, não foram bons para meu cabelo e ainda hoje não consigo resultados satisfatórios.

Quando usei meu primeiro xampu sem sulfato, da linha Bonacure, vivi outro drama. Meu cabelo embolou completamente e ficou horrível.
Além de poucas opções, ainda tem o agravante da adaptação. 

Muito tempo depois, tive a oportunidade de usar o No Poo DevaCurl, que é ainda um caso de amor! 

O fato é que se eu não tivesse encontrado o No Poo eu teria desistido.
Felizmente, conheci o xampu Multivegetal, que intercalo com ele.



Hã…



Gente, a realidade nua e crua é que tudo é muito lindo na teoria, mas colocar em prática são “outros quinhentos”. 

Temos a dificuldade em encontrar produtos nacionais liberados. É uma luta manter isso diariamente e quando tudo mais falha, temos que importar, o que é outra dor de cabeça!

A situação fora do Brasil é outra, existem muitas opções de produtos excelentes e há uma abertura total no mercado para esses produtos. Existe competitividade que reflete em mais variedade para o consumidor.

Aqui, quando encontramos um leave-in mais em conta, pelo qual nos apaixonamos, simplesmente o fabricante resolve descontinuar o produto ou simplesmente mudar a fórmula! E adivinhe? O que essa fórmula passa a ter??? Silicones insolúveis e parafinas!!! Palmas para eles!!! #revolta.

Não estou aqui para desestimular ninguém, mas precisamos encarar os fatos como eles são!


Veja se você conhece algum caso semelhante a estes:


1- pessoas que começaram muito bem seguindo rigorosamente a rotina e mesmo depois de tudo o que aprenderam, voltaram atrás, isso mesmo! 
Voltaram a utilizar os produtos que antes eram proibidos.

2- pessoas que aliam o uso os produtos proibidos aos liberados. Fazem uso de xampus com sulfato (esporadicamente por causa dos silicones) e mantém produtos liberados em seu dia-a-dia;

3- pessoas que simplesmente não conseguem viver sem os proibidos “do coração” e sentem alguma culpa por isso (ou não);

4- pessoas que tem cabelo cacheado, lindo de viver e que não seguem filosofia nenhuma.




O que fazer então?



Faça o que é bom para o seu cabelo, sempre!

Com o tempo a gente já tem idéia dos produtos que o cabelo gosta e dos que não gosta. Se for um proibido, uma máscara por exemplo, use com algum espaço de tempo para que não tenha acúmulo de silicone nos fios. É uma saída rsrs.

Para quem não vive sem um proibido e faz uso diário lamento informar, mas vai ter que ter à mão um xampu com sulfato para remover os silicones.
Não faça nada do que se arrependa depois. Faça por convicção! Não adianta ter atitudes por causa de outros, afinal, um dia você vai se cansar. 

Cuidar do cabelo tem que ser prazeroso! Imagine enfrentar uma transição que já envolve tantas emoções e ainda enfrentar a problemática de escolher produtos se isso não causar bem estar!










E eu?


De repente, você pode estar perguntando: "Aninha e você?"

Meninas, não gosto de radicalismos, gosto de equilíbrio! Porém a minha prioridade no momento da compra é por produtos liberados! 

Hoje estou bem mais resolvida em relação aos produtos que fazem bem aos meus cabelos, mas se eu gostar muito de um produto e ele for proibido, tenha certeza de que eu vou usar, vez ou outra rsrs. Em contrapartida, eu jamais faria uso de seruns proibidos, por exemplo. Nesse caso eu continuo com os óleos vegetais e manteigas.

O que julgo importante é conhecer o cabelo! Isso é fundamental para boas escolhas! Você não acha?

Vamos em frente que a luta é grande, estamos em busca do "cabelo dos sonhos", mas os resultados serão compensadores!

Espero que tenham gostado do nosso papo de hoje!

Um beijo para vocês!

















11 comentários:

  1. Oi Aninha! Adorei o post porque me vi nas suas palavras, no começo realmente é muito dificil viu! Aff, errei tanto... Hj estou bem mais resolvida, só falta encontrar o leave in perfeito,quer dizer acho q já encontrei, mas ele vem de longe! Estou em busca de um nacional para nao ficar refém da boa vontade dos correios...

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  2. Amiga, tudo é muito complicado no início! Nossa! Até descobrir tudo o que o cabelo gosta e não gosta, haja tentativa e erro! Mas com paciência a gente chega lá!

    Infelizmente nossos queridos liberados geralmente são importados, o q custa dindin e tempo pra espera!

    Estou na mesma que vc, à procura de um leave-in nacional q me satisfaça visto que os que gostamos estão sendo modificados! :(

    Bjks e obrigada!

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  3. Aninha, vc foi fundo!!!rsrs
    Mas, é a pura verdade!!
    A decepção é grande quando encontramos um determinado produto e ao lermos a fórmula vemos que tem, sim, sulfatos, petrolatos e outros.
    Como já comentei anteriormente, é muito triste ver que a indústria nacional sempre opta pelo que é mais barato, ao invés do que pode ser mais saudável, senào para a maioria, mas para algumas clientes fiéis. E, como vc disse, o mercado internacional tem essa variedade e competitividade, mostrando que há público interessado.
    Bjks
    http://gaspinha.blogspot.com

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  4. Aniiiinha,

    Eu amei esse post... Vai me ajudar muito nessa fase de testes, cabelo inflado, voltar ou não pras quimicas...

    Voce resumiu tudo: faça o que te deixa bem :)

    Bjus

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  5. AnaK

    Aninha, obrigada!

    Eu senti na pele muitos dilemas.

    Por isso que eu falo que transição não é somente mudança capilar, vai muito além...há muito em jogo! E tudo o que a gente precisa é de força pra continuar ou simplesmente para optar pelo que realmente quer e sem culpa!

    Faça sim o que te faz bem! Sempre!!! ;)

    Um beijo!

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  6. Gaspinha

    Infelizmente nosso país está muito longe de mudar.

    Podemos contar nos dedos as empresas que estão preocupadas com isso! E até como vc comentou, com parte desse público diferenciado.

    Os nossos produtos são criados para uma "massa" o que é muito ruim! Por isso ficamos às voltas para encontrar produtos decentes. Uma lástima!

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  7. Aninha,

    Amei seu post. Me vi ali no item 3: uso os proibidos de que gosto (e sem culpa). No começo, com o susto, senti uma angústia enorme. Queria me desfazer dos meu produtos com parafina e silicone.Mas pensei bem e resolvi ser sensata: afinal eram produtos de boa qualidade. Então, sigo usando com moderação. E produto profissa já viu, né? Não acabam nunca.
    A maioria dos produtos em meu armário já é liberada. Mas eu ainda me atrevo a comprar uns proibidinhos. rs
    O importante é estar bem com as escolhas. Quer testar? Testa, ué!
    Tô amando seu blog.
    Bjss

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  8. melldda, eu procuro trazer aqui além de dicas de produtos, os conflitos diários que enfrentamos.

    Eu senti na pele esses conflitos e sei que muitas sentem tbm.

    É como vc disse, precisamos ser sensatas!

    É bem verdade que alguns proibidos são muito bons também! Equilíbrio sempre!

    Obrigada pelo carinho, muito bom interagir com vcs!

    Beijo grande!

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  9. Olha, sei que o post é bem antigo. Mas atualmente existem mais opções de produtos liberados para low poo. Quanto ao no poo, realmente a oferta é menor. Eu virei adepta do low poo, logo de cara dei muita sorte, porque meu cabelo melhorou consideravelmente. Não tive nenhum problema com adaptação ou ressecamento. Talvez com NO POO eu não teria essa mesma sorte.
    Na verdade, eu não quis me livrar da parafina e outros petrolatos. Minha intenção foi me livrar dos sulfatos pesados. Porque estavam ressecando DEMAIS o meu cabelo. E não só ressecavam, deixavam opaco, poroso, eu perdi massa capilar devido à agressividade do laureth e companhia. E como eu larguei sulfatos pesados, obviamente tive que largar petrolatos também.
    Depois de um tempo, vi que até mesmo a parafina líquida, aparentemente inofensiva (como muitos dizem, que só maquia o cabelo, sem tratar), me fazia um certo mal, por dois principais motivos (entre outros): 1. ela se acumulava demais no cabelo, impedindo que outros nutrientes fizessem efeito. Ou seja, uma simples umectação num cabelo sujo há dias com produtos à base de petrolato NUNCA fez efeito. 2. As máscaras com parafina líquida só faziam efeito no dia do tratamento (e olha que eram máscaras como Fiberceutic, da L'Oréal Professionnel. Coisa cara. E decepcionante). Na lavagem seguinte, o cabelo voltava ao status quo - ressecado e nada tratado.
    Mas eu continuo usando silicones insolúveis. Visto que xampus com sulfatos mais leves (como o OroArgan, da Bioderm, e o Creoula Prep, da Lola) conseguem retirar esses silicones. Então, não é necessário um shampoo com sulfato pesado.
    O OroArgan deixa meu cabelo megamacio. O Creoula é bem melhor, mas não gosto muito do cheiro. O que eu percebi quando larguei o sulfato pesado foi que meus cabelos estão aderindo melhor aos tratamentos, estão mais maleáveis, sem aquele aspecto áspero, enrijecido. Uma coisa que percebi é que os tratamentos com óleos vegetais estão sendo mais eficazes. Até mesmo quando os fios estão carentes de hidratação, não é mais como era antes. Acho que tem muito creme com parafina que é BOM (como o da Macaúba Brasil), vale a pena usar. Eu só não compro mais, porque é caro à beça. E também tem que ver a ordem em que os ingredientes vêm no rótulo. Quanto mais os ingredientes ativos estiverem no início (e, de preferência, a parafina estiver mais longe), melhor será o tratamento. Eu não sei se voltarei a usar. Não é uma regra, e não sou radical. Mas quando, e SE, eu voltar, vou evitar ao máximo produtos em que a parafina apareça na frente dos princípios ativos.
    Por ora, estou gostando muito dos resultados do low poo. Mas acho que no poo eu não faria nunca.

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Obrigada por vir! Bjs.



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